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O que é a dieta sensorial e qual sua importância?

É fato que todo mundo precisa de informações táteis para entender e interagir com o mundo a sua volta. Contudo, existem algumas pessoas que possuem dificuldades com as sensações que podem surgir no dia a dia. Inclusive, de acordo com diversos estudos, mais de 90% de crianças com autismo possuem a chamada DIS (disfunção de integração sensorial). É importante deixar claro que o sistema tátil é fundamental para determinar nosso comportamento físico, mental e até mesmo emocional. Sendo assim, é fundamental oferecer os estímulos certos, como por exemplo com brinquedos educativos e criativos, para garantir a boa organização e funcionamento do organismo dos indivíduos. 

Mas, além disso, existe um tratamento chamado dieta sensorial que, ao contrário do que se pensa, não tem nada a ver com orientações nutricionais. Portanto, se quiser entender mais sobre o assunto, continue acompanhando o post de hoje!

O que é a dieta sensorial?

Como falamos, grande parte dos pequenos com autismo possuem dificuldades com as sensações do dia a dia. Sendo assim, além de realizar a intervenção com a terapia de integração sensorial junto a um terapeuta ocupacional, a dieta sensorial é uma alternativa que funciona como um complemento para a terapia. Ela é voltada para o tratamento de crianças com Transtorno de Processamento Sensorial ou de Integração social, tendo como principal objetivo manter o cérebro ativo e estimulado em diferentes fases da vida por meio de atividades. 

Portanto, a dieta sensorial nada mais é do que a realização de diferentes atividades sensoriais que servem para ajudar o pequeno a manter seu estado de alerta para fazer suas atividades em casa ou na escola com segurança e de maneira mais independente.

Como funciona e qual a importância da Dieta Sensorial?

A dieta sensorial é um conjunto de atividades que fazem parte de uma estratégia elaborada pelo terapeuta ocupacional de acordo com as necessidades de um indivíduo. As atividades são especificas e totalmente individuais, elaboradas para o dia a dia do pequeno e usadas para ajudar a regular os níveis de atividade, atenção e respostas adaptativas. 

Sendo assim, as atividades prescritas na Dieta Sensorial são baseadas nas necessidades sensoriais específicas do pequeno, não existindo então protocolos iguais. Elas irão fornecer informações sensoriais apropriadas e baseadas na necessidade de cada criança. Ou seja, da mesma forma que uma dieta saudável consiste em maior variedade de alimentos, uma dieta sensorial abrange um conjunto de brincadeiras e atividades lúdicas recomendadas pelo terapeuta, que contemplam os estímulos sensoriais adequados ao perfil sensorial do indivíduo.

Esse tratamento pode ajudar a diminuir a agitação ou inquietação quando o pequeno precisa estar mais focado, permanecer algum tempo sentado ou prestar atenção por um período de tempo maior. Ou ainda, pode ajudar a deixar a criança mais alerta e interessada no momento de brincar, interagir com os amigos, praticar esportes, etc. Sendo assim, a dieta sensorial irá combinar atividades para aumentar ou reduzir o alerta, podendo variar de acordo com o perfil e necessidades de cada criança. Confira abaixo alguns exemplos: 

  • Se o pequeno está muito agitado na hora de dormir, é possível realizar algumas atividades sensoriais calmantes antes de ir para a cama para que consiga ter uma noite tranquila de sono;
  • Existem atividades sensoriais organizadoras para a criança que não consegue ficar sentada, se levanta, remexe ou cai da cadeira durante as atividades enviadas pela escola para fazer em casa;
  • Se o pequeno tem um tempo livre para brincar e se exercitar no quintal, mas parece lento ou desanimado, existem atividades sensoriais estimulantes e que aumentam seu estado de alerta, fazendo com que ela se engaje nas brincadeiras. 

Cuidados com a Dieta Sensorial 

É importante deixar claro que a Dieta Sensorial não substitui de forma alguma a terapia de integração sensorial realizada no consultório, buscando apenas deixar o pequeno mais organizado de acordo com a demanda que possui naquele momento. Além disso, quem irá indicar as atividades da dieta sensorial e o momento adequado para realizá-las é o terapeuta ocupacional responsável por atender a criança com disfunção de integração sensorial. Ou seja, nada de querer substituir o tratamento ou procurar por conta própria as atividades! 

Sendo assim, o profissional irá indicar atividades sensoriais calmantes, organizadoras ou estimulantes para fazer uma preparação com o pequeno para então realizar outras atividades. Além disso, ele irá identificar da maneira correta quais são as reais necessidades da criança para então criar uma rotina de atividades adequada para ela. Caso uma pessoa leiga no assunto tente realizar essa indicação pode mais atrapalhar do que ajudar. 

Então, como você viu, a dieta sensorial é uma excelente alternativa para complementar o tratamento realizando em consultório junto ao terapeuta ocupacional, podendo contribuir positivamente para diversas atividades do dia a dia do pequeno. No entanto, como falamos, ela deve ser prescrita também por esse profissional para que esteja adequada às reais necessidades da criança.

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